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O
que pensam os profissionais de comunicação e marketing das grandes
empresas mundiais? Quais suas previsões para as plataformas digitais e
novas mídias em 2012?
A Awareness Networks, empresa norte-americana de marketing digital,
convidou 34 desses líderes e reuniu seus pensamentos e apostas num
relatório de seis partes que merece sua atenção nos próximos 12 meses.
Além de previsões de planejamento, o “
2012 Social Marketing and New Media Predictions report”
ainda explora as novas tecnologias que impactarão o marketing, o papel
da mobilidade na estratégia de comunicação e os desafios dos
profissionais dessa área.
Alguns pontos de destaque:
- as áreas de marketing e comunicação deverão alinhar suas estratégias
para responder aos consumidores em real time, afirma o estrategista
David Meerman Scott;
- 2012 pode ser o ano em que lideranças digitais transcenderão a
privacidade. Redes sociais vencedoras serão aquelas que conquistarem a
confiança dos usuários nos âmbitos pessoal e profissional (Erik Qualman,
autor do livro “Socialnomics”);
- o aumento de smartphones e games na cultura urbana fará as empresas
repensarem como utilizam essas plataformas em suas ações de marketing.
Muitas empresas terão de readequar seus sites para receber esse público
(Matthew T. Grant, da MarketingProfs.);
- grandes marcas focarão seus esforços no retorno sobre o investimento
(ROI). Empresas exigirão de seus profissionais de marketing e agências
ferramentas de mensuração mais precisas (Ekaterina Walter, da Intel);
- a grande tendência de 2012 será a convergência das áreas de
marketing com a Tecnologia da Informação (TI). Essas duas ainda estão
aprendendo uma com a outra (Pamela Johnston, da The Lahey Clinic);
- 2012 será o ano em que as mídias sociais se integrarão
definitivamente às formas de comunicação e marketing tradicionais, como
as relações públicas, a propaganda convencional e o CRM (Steve Rubel, da
Edelman);
- as compras por recomendação nas redes sociais continuarão em alta.
Cada vez mais os usuários darão importância para o que seus contatos
comentam sobre marcas e produtos no Facebook, no Twitter e nos sites de
reclamação (Stacy Debroff, da Mom Central Consulting).
Em resumo, o grande desafio dos profissionais de marketing e
comunicação para 2012 será “capturar informação, analisá-la e
transformá-la em
insights para o mercado”, como prevê o consultor em novas mídias Brian Solis.
Confira a íntegra do relatório aqui.
Quais são as suas previsões?
Tags:
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tecnologia da informação

Um dos setores que mais crescem no mundo é o
entretenimento, que vem ganhando grandes oportunidades de expansão e de extrema relevância para a economia contemporânea.
Esse mercado em plena ascensão permite que a comunicação digital
transforme o “pensar” em entretenimento, aparecendo os games como maior
expoente.
Analisando por meio dos aspectos sociais, o entretenimento popular
sempre teve suas raízes no espetáculo. A guerra, a religião, o esporte e
outros aspectos da vida pública foram campos férteis para propagação do
espetáculo de muitos séculos. Para se ter uma ideia, em 1999 a receita
bruta do entretenimento tinha destaque em:
- Cinema: U$ 15,6 bi
- TV Aberta: U$ 101,3 bi
- Games: U$ 16,4 bi
- Esportes: U$ 130,4 bi
No decorrer das últimas décadas, espetáculos midiáticos tomaram novos
espaços e lugares, e o espetáculo “itself” está se tornando um dos
principais organizadores da economia, política, sociedade e vida
cotidiana. Os eventos midiatizados, como grandes shows e jogos
mundiais/olímpicos, e programas socializados, como o “Big Brother
Brasil” (BBB), possibilitam um universo de oportunidades na exposição de
marcas.
Segundo Douglas Kellner, especialista teórico alemão sobre alfabetização crítica da mídia,
megaespectáculos
são aqueles fenômenos de cultura de massa que dramatizam suas
controvérsias e lutas, tanto quanto seus modos de resolução de
conflitos. Já os
espetáculos midiáticos envolvem
aquelas mídias e artefatos que incorporam os valores básicos da
sociedade e servem para aculturar indivíduos nesse modo de viver
proposto.
Falando um pouco de
marca, as corporações nesse
universo são vistas como espetáculos midiáticos. A publicidade, o
marketing, as relações públicas e a promoção são uma parte essencial do
espetáculo no mercado global.
Com essa nova configuração da economia do entretenimento, as novas
mídias e a convergência ganham um espaço nesse novo negócio, que através
de recursos tecnológicos geram novos produtos. O público que acompanha
esses novos produtos, os leitores virtuais, são mais imersíveis e querem
fazer parte da experiência e sempre querem algo a mais.
Muito se fala de
narrativas transmídia, que é aquela
que se desenrola por meio de múltiplos canais de mídia – cada um deles
contribuindo de forma distinta para a compreensão do universo narrativo.
A novela “Passione”, da Rede Globo, é um grande exemplo de narrativa
transmídia, onde foi criado um blog ampliado com histórias e situações
dos personagens além da TV. Esse tipo de narrativa criou um
relacionamento muito mais próximo e rico entre consumidores e os
próprios personagens, fazendo com que uma história que começa a ser
contada em uma plataforma multimídia, possibilita aos fãs e expectadores
interação, e até mesmo, influência nos rumos da narrativa.
Os videogames estão revolucionando a cultura de entretenimento
digital e já movimentam U$27 bilhões anuais, mais do que a indústria de
Hollywood foi capaz de arrecadar em 2004 em suas bilheterias de cinema.